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30/04/2015

Grandes grifes aderem à moda sustentável


Por que nomes do primeiro escalão estão trabalhando em prol desta iniciativa


A indústria têxtil está entre as quatro que mais consomem recursos naturais, como água e combustíveis fósseis, de acordo com o Environmental Protection Agency (órgão americano que monitora a emissão de poluentes no mundo). Somente o algodão é responsável por cerca de 30% da utilização de pesticidas na terra. Para se ter uma ideia dos danos causados ao meio ambiente, apenas na produção de uma camiseta de 250 gramas de algodão, na china por exemplo, são usados em media 160 gramas de agrotóxicos. Os quais contaminam os solos e rios, causando danos às vidas dos seres marinhos e às famílias que consomem seus alimentos.
 
Por isso pensar sustentavelmente tem sido a proposta social veiculada nesses últimos anos pela mídia. O termo sustentável requer uma série de fatores a serem analisados numa cadeia de produção. Ser sustentável é pensar em criar maneiras de aproveitamento/reutilização de produtos para minimizar os danos causados ao meio ambiente por meio da cadeia produtiva.
 
Assim, o conceito de moda sustentável (também chamada de ecológica) leva em conta todos os recursos usados na produção de um tecido/roupa, como: a matéria-prima, a quantidade de água, a mão de obra, o transporte do que foi produzido, enfim todo o processo. Para os defensores da moda sustentável, não adianta usar tecidos feitos a partir de um processo de reciclagem, mas gastar muito combustível no transporte desses produtos até o local de venda. Portanto, a moda sustentável propõe que toda a cadeia produtiva de uma roupa seja feita conscientemente.
 
Atualmente marcas conceituadas como a grife brasileira Osklen e a mundial Stella McCartney já fazem uso da moda ecológica. Porém são produções que nem sempre estão ao alcance de todos os bolsos. Para estimular o interesse popular por tal tipo de moda, a Hanesbrands, dona da marca Zorba no Brasil, em parceria com a rede varejista Wal-Mart e a Embrapa estão produzindo roupas sustentáveis a preços populares. São camisetas, calcinhas, cuecas e bodies para bebês confeccionados com algodão cru ou orgânico, além de outras fibras, como o bambu.
 
Para entender o processo de fabricação de um tecido reciclável, conversamos com José Israel do Nascimento, gerente comercial da Ecosimple, empresa produtora de tecidos 100% recicláveis que fornecem material para grifes famosas. Um exemplo disso, foi a divulgação da coleção sustentável de Alexandre Herchcovith no São Paulo Fashion Week, em junho de 2012. As peças usadas no desfile foram produzidas com tecidos da Ecosimple.
 
A Ecosimple utiliza restos de tecidos como matéria-prima em sua produção. Para isso ela conta com a parceria de cooperativas de trabalho, que recebem os fardos dos restos de tecidos com cores misturadas e fazem a separação das tiras por cor e devolvem a Ecosimple. Na empresa têxtil, as tiras passam por um processo que “rasgam” os tecidos até se transformarem em fios, estes são misturados com a pluma e PET (feita a base de garrafas PET). Assim é elaborado o fio Ecosimple com a mistura das duas fibras que se transformam no tecido reciclável.
 
O conceito de reciclagem ainda não é algo valorizado em todas as regiões do país segundo José Israel, por isso a Ecosimple procura fazer palestras e workshops sobre sustentabilidade. Para ele, no momento, não há vantagens em produzir tecidos recicláveis e sim paixão pelo conceito, pois os investimentos financeiros no processo são altos. “Quando iniciamos com a fiação 100% reciclado, a eficiência de máquina e operações era baixa, com baixa produtividade (produto mais caro). Hoje temos a eficiência e produtividade alta e podemos trabalhar com preços competitivos”, explica José Israel. Ao questionar sobre as diferenças de preços entre um produto reciclável e um não reciclável, o gerente comercial da Ecosimple informa que se baseando pela mesma composição e gramatura há um equilíbrio de preços.
 
 
Curiosidades sobre a produção de tecidos
 
 
1) A produção de couro para roupas, bolsas e sapatos está entre as que mais poluem o meio ambiente. Isso porque, para amaciar o couro, são usadas toneladas e mais toneladas de sal, entre outros produtos. Esse sal é dissolvido em água, que vai parar no solo. Anos e anos de produção provocam o acúmulo de água salgada em regiões onde o sal não é parte do ecossistema.
 
2) Cerca de 8 mil tipos de produtos químicos são usados para transformar matéria-prima bruta em tecidos. Muitos desses produtos provocam danos irreversíveis na humanidade e no meio ambiente.
 
3) Mais de 11 milhões de toneladas de poliéster (isso mesmo, dá 11 bilhões de quilos) são fabricados por ano. O processo de produção deste tecido demanda um consumo de água muito pequeno, mas, por outro lado, exige uma grande quantidade de energia. As fibras do poliéster não são biodegradáveis, mas ele é reciclável.
 
4) O simples uso de uma camiseta básica pode despejar na atmosfera 4 kg de dióxido de carbono durante toda a útil da roupa. Isso acontece se ela for sempre lavada a uma temperatura de 60º C, for secada em secadora e passada a ferro. No Brasil, não temos o hábito de usar secadora, mas essa maquininha destruidora de roupas é hábito em vários países, inclusive os EUA.
 
5) Quase 100% dos tecidos existentes podem ser recicláveis, e a indústria que faz essa reciclagem é capaz de reaproveitar mais de 90% das roupas descartadas. Isso é feito sem gerar subprodutos nocivos ao meio ambiente.


Fonte: cassiasn.blogspot.com.br/


Escrito por: Cássia Nascimento, em 30/04/2015


19/03/2015

EcoSimple dá vida nova a aparas da indústria têxtil que eram consideradas apenas resíduos


Pioneira no segmento, empresa produz tecidos sustentáveis premium através do reaproveitamento de sobras da produção de malharias. Fios oriundos da reciclagem de PET também compõem a inovação.
 
 
Com demanda cada vez maior no mercado nacional, a EcoSimple, de Americana/SP, dedica-se exclusivamente à fabricação de tecidos eco-friendly. Reconhecidos no segmento do vestuário, os tecidos sustentáveis beneficiam também outros setores, já registrando grande aceitação nas áreas de acessórios, calçados e decoração. “Temos um processo inovador, que faz da EcoSimple uma empresa de vanguarda, pois desenvolve um processo totalmente diferenciado de produção sustentável. Atualmente, nossos tecidos são utilizados por algumas das melhores e mais conscientes marcas do Brasil e do exterior”, diz o Diretor da empresa, Cláudio Rocha.
 
Pioneira na fabricação de tecidos 100% sustentáveis, a EcoSimple inicia seu processo produtivo com a coleta e separação de resíduos (sobras e aparas) descartados por indústrias têxteis da região de Brusque/SC, um dos principais polos brasileiros de produção de malhas. Esta etapa do trabalho é realizada por cooperativas, que entregam à empresa os resíduos separados por cor. A separação é fundamental para a sustentabilidade do processo, pois a pigmentação já existente nas aparas se mantém e dá cor aos novos fios que serão produzidos. A medida também evita o uso de novos produtos químicos para dar cor aos tecidos, e reduz drasticamente o uso de água na produção.
 
Já na tecelagem, que fica em Americana/SP, os resíduos têxteis são transformados em novos tecidos por meio dos processos de moagem e desmanche, limpeza e transformação, fiação e tecimento. Nesta etapa, fios oriundos da reciclagem de PET também são aplicados na produção, junto com os fios de algodão reciclado. “Cada metro de tecido EcoSimple produzido elimina 480 gramas de resíduo têxtil e oito garrafas pet do meio ambiente”, ressalta o Diretor.
 
A EcoSimple atua desde 2004 no desenvolvimento de tecidos de alta qualidade e 100% responsáveis. Através de parcerias com companhias têxteis e comunidade em geral, a EcoSimple transforma resíduos em tecidos inovadores, com apelo à moda e sustentabilidade.
 
Fonte: Revista Fator


Fonte: Revista Fator


Escrito por: , em 19/03/2015


19/03/2015

Tecido ecológico da Ecosimple atrai estilistas


A produção têxtil sustentável da Ecosimple foi parar nos desfiles de Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week
 
Priscila Zuini, de Exame.com
 
 
São Paulo - A EcoSimple, empresa que produz tecidos sustentáveis, firmou uma parceria com o estilista  Alexandre Herchcovitch para fornecer material ecologicamente correto.
"Houve uma simbiose: ele procurava um fornecedor de tecidos sustentáveis com produtos compatíveis às suas criações e a Ecosimple buscava um designer renomado", conta Claudio Rocha, diretor comercial da EcoSimple.
 
A empresa é a fusão de três outras companhias do setor têxtil: uma de fiação, uma de tecelagem e outra comercial. "A EcoSimple foi idealizada para suprir a necessidade do mercado têxtil com uma linha de produtos reciclados", explica. 
 
Além das peças expostas nos desfiles da São Paulo Fashion Week, a empresa firmou uma parceria com Herchcovitch para uma coleção de tecidos desenvolvidos e assinados pelo estilista.
Além disso, fornece matéria-prima para a Gooc, que faz bolsas e acessórios com o tecido 100% sustentável
 
Produção ecológica
A indústria têxtil é uma das vilãs do meio ambiente quando se trata de consumo de água e produção de resíduos que prejudicam a natureza. Rocha explica que os tecidos da empresa são ecologicamente corretos pois dispensam o uso de produtos químicos e água. 
 
"Usamos o descarte e as aparas de outras confecções que iriam para o lixo ou aterros. Esse material é recolhido e enviado para uma cooperativa de famílias carentes, que separa por cor e composição têxtil. Na fábrica, as aparas voltam ao seu estado original e são misturadas a fibras de garrafas PET", conta. 
 
"Estamos com diversos projetos em andamento junto a estilistas, decoradores, arquitetos e grandes corporações do setor de vestuário, calçadista, automobilística, moveleiro e decoração, no Brasil e no exterior", conta Claudio Rocha. A Sierra Móveis e a The Crafts Shoes Factory são algumas das novas parceiras da marca. 
 
Apesar do conceito e das parcerias firmadas até agora, o executivo afirma que ainda é muito difícil convencer o mercado sobre o custo-benefício de um produto desses. "Principalmente pelo fato de ser pioneiro e por não existir uma política de impostos adequada a esse segmento", justifica.


Fonte: Exame.com


Escrito por: Priscila Zuini, em 19/03/2015

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