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21/05/2015

Crise? Que crise?


Como a aposta na sustentabilidade faz a diferença na trajetória da EcoSimple  
 
 
O ano de 2015, ao que tudo indica, não deverá ser dos mais fáceis para o setor produtivo. Afinal, as recentes medidas adotadas pelo governo federal deverão ter impacto direto no ritmo de crescimento do País. Fala-se até em recessão. OK. Com relação a isso, não há nada a fazer. Afinal, a equipe econômica federal é soberana para adotar as providências que julgar necessárias para equilibrar as contas públicas.
 
Mas, e como fica o setor produtivo nesta história?
 
Bem, em uma economia cada vez mais competitiva e sujeita aos humores do que acontece além das nossas fronteiras, é natural que os impactos se deem não apenas de forma coletiva, como também individual. Neste contexto, leva a melhor quem consegue desenvolver aquilo que os economistas e acadêmicos chamam de vantagens competitivas.
 
Foi nisso que apostou, há quatro anos, os paulistanos Claudio Rocha e Marisa Ferraggut, controladores da EcoSimple – tecelagem baseada em Americana (SP) e que usa exclusivamente insumos reciclados e tintas naturais. Pois foi graças a este componente de sustentabilidade que a empresa vem conseguindo cavar seu espaço na carteira de fornecedores de gigantes globais. A começar pela alemã Adidas, as americanas Levi´s e Coca-Cola, além da japonesa Toyota.
 
No início desta semana, Rocha teve um encontro com executivos da francesa Vert, fabricante de calçados feitos com tecidos de algodão orgânico e solados de borracha coletada por cooperativas de seringueiros na Amazônia. “Estamos animados em relação a 2015”, diz o empresário. De fato, motivos não faltam. Além de colocar suas criações em peças vendidas na rede Tok Stok, de móveis descolados, a direção da EcoSimple caiu nas graças do designer Marcelo Rosembaum, que apresenta o programa Decora, no canal por assinatura GNT.
 
Segundo Rocha, boa parte do sucesso da EcoSimple se deve a sua capacidade de firmar parcerias pontuais, mas com um enorme potencial para garantir visibilidade na mídia e entre as empresas que valorizam diferenciais competitivos. Foi assim quando se uniu ao estilista paulistano Alexandre Herchcovitch, que usou os tecidos EcoSimple em um dos desfiles que promoveu no São Paulo Fashion Week. A dobradinha foi repetida em 2014, durante o Salão do Automóvel de SP, quando Herchcovitch assinou o design do estofado de um modelo-conceito da Toyota (foto). A EcoSimple também participou da promoção da Coca-Cola e da Giroflex no revestimento de sete mil cadeiras no estádio do Maracanã, com tecidos reciclados de garrafas PET.
 
O ano mal começou e Rocha já anuncia novidades. Uma delas é a negociação com uma grande marca de roupas do Rio de Janeiro para a produção de tecidos jeans feitos de retalhos, e que contarão, em sua composição, com fibras sintéticas extraídas da reciclagem de aparelhos Prestobarba.
 
Questionado sobre a meteórica carreira internacional de uma tecelagem de médio porte, Rocha cita duas características apontadas por ele como definitivas: a aposta em tecidos diferenciados e sustentáveis e o jeito de fazer negócios: “Somos simples até no nome”, brinca Rocha. Para seguir crescendo, o empresário também pretende fazer um périplo pela sede dos fundos de private equity, no Brasil e no exterior.
 
“Hoje fazemos tudo. Do planejamento da produção, até a negociação com fornecedores, passando pelo desenho das coleções”, conta. “Chegou a hora de entregarmos a gestão a especialistas e nos concentrarmos no que fazemos melhor.” O sócio da EcoSimple acredita que além da expertise em gestão, um sócio capitalista ajudaria a ampliar, ainda mais a escala produtiva da empresa. Aprofundando ainda mais o toque de sustentabilidade.


Fonte: istoedinheiro.com.br


Escrito por: Rosenildo Gomes Ferreira, em 21/05/2015


01/04/2015

Moda sustentável: a tendência que está sempre em alta


 
Anualmente, consumimos quilos e mais quilos de tecidos. Seja em roupas, acessórios ou artigos para a casa, os tecidos fazem parte do nosso dia a dia e causam um impacto maior do que podemos imaginar.
 
No entanto, em tempos em que muito se fala sobre sustentabilidade, existem empresas preocupadas com a responsabilidade social e com os efeitos que sua produção pode causar no meio ambiente e na vida das pessoas. Desde a escolha das matérias-primas até o descarte das peças após o uso, existem roupas que foram pensadas para minimizar os impactos no mundo em que vivemos.
 
Dessa maneira, conheça melhor os princípios nos quais consiste a moda sustentável, fique por dentro dos materiais utilizados na produção das peças e veja dicas de como levar uma vida mais ecológica e em harmonia com o meio ambiente.
 
O processo sustentável
 
Em uma definição direta, o STEP (Sustainable Technology Education Project) diz que moda sustentável é a produção de roupas que leve em consideração o meio ambiente, a saúde dos consumidores e as condições dos funcionários empregados na indústria.
 
Para entender um pouco melhor como esses princípios funcionam na prática, o TodaEla conversou com a designer de moda Hieda Oviar, responsável pela marca paranaense Irmãs Green, que explica como funciona o processo de produção de roupas e acessórios de moda sustentáveis.
 
Hieda começa nos contando que o que a levou a trabalhar nesse ramo foi o prazer em oferecer para as pessoas produtos cujo conceito fosse ético e sustentável. Segundo ela, a motivação também vem das pequenas mudanças de atitude que, além de trazerem satisfação pessoal, revelam resultados positivos para a coletividade.
 
Na hora de criar as coleções para sua marca, a estilista revela que busca maneiras de causar o menor impacto possível. Entre as matérias-primas utilizadas, a empresa recorre a alternativas naturais, cujo cultivo não faz uso de agrotóxicos, como os tecidos orgânicos, e opções que promovam a reciclagem, como é o caso das garrafas PET.
 
Na lista de materiais estão tecidos e malhas recicladas mescladas ao poliéster de garrafa PET, tecidos e malhas orgânicas, tecidos naturais – como o linho e o bambu –, couro ecológico e jeans reciclado com poliéster de PET. Além disso, a marca reaproveita resíduos têxteis de coleções anteriores e compra retalhos de microempresas familiares de Curitiba.
 
Sobre os problemas em se fazer moda consciente atualmente, Hieda Oviar cita que a falta de um grande leque de matérias-primas sustentáveis é o principal empecilho. “Mesmo não sendo possível nos dias de hoje fazer uma roupa 100% sustentável, já podemos observar um crescimento da indústria e de matérias-primas têxteis. Com a ajuda do desenvolvimento da tecnologia têxtil e da moda sustentável, esperamos ver em um futuro próximo a possibilidade de termos um produto cada vez mais eficiente, reduzindo ainda mais os impactos ao meio ambiente”, explica ela.
 
Sobre a coloração – processo que costuma envolver a liberação de substâncias químicas no meio ambiente –, a designer comenta que os tecidos utilizados já vêm coloridos de fábrica. No entanto, a empresa tem o cuidado de se certificar da responsabilidade ambiental de seus parceiros: “Buscamos tecelagens e malharias que utilizam selos verdes, o que garante o engajamento sustentável da empresa e a eficácia do produto final”, relata Hieda.
 
Depois de todo o processo criativo de elaboração das peças de uma coleção, a estilista conta que as roupas são cortadas e costuradas em facções de costura parceiras da empresa. Também nessa fase de produção, Hieda mostra que existe uma preocupação na redução de impacto ambiental, sem deixar de levar em conta a mão de obra empregada. Ela ressalta que a empresa trabalha dentro de um sistema que visa “comércio justo e condições satisfatórias de trabalho envolvendo todos os fornecedores da cadeia de produção”.
 
Para além do ateliê, a estilista aponta que as clientes que procuram a marca estejam buscando o mesmo ideal que fez com que ela trabalhasse com moda sustentável. Além da parte estética, Hieda acredita que exista um interesse ético – tanto social quanto ambiental – nos produtos. Em geral, quem entra na loja busca saber a procedência e a responsabilidade envolvidas em todo o processo.


Fonte: inspiramais.com.br


Escrito por: Por TodaEla, em 01/04/2015


19/03/2015

EcoSimple dá vida nova a aparas da indústria têxtil que eram consideradas apenas resíduos


Pioneira no segmento, empresa produz tecidos sustentáveis premium através do reaproveitamento de sobras da produção de malharias. Fios oriundos da reciclagem de PET também compõem a inovação.
 
 
Com demanda cada vez maior no mercado nacional, a EcoSimple, de Americana/SP, dedica-se exclusivamente à fabricação de tecidos eco-friendly. Reconhecidos no segmento do vestuário, os tecidos sustentáveis beneficiam também outros setores, já registrando grande aceitação nas áreas de acessórios, calçados e decoração. “Temos um processo inovador, que faz da EcoSimple uma empresa de vanguarda, pois desenvolve um processo totalmente diferenciado de produção sustentável. Atualmente, nossos tecidos são utilizados por algumas das melhores e mais conscientes marcas do Brasil e do exterior”, diz o Diretor da empresa, Cláudio Rocha.
 
Pioneira na fabricação de tecidos 100% sustentáveis, a EcoSimple inicia seu processo produtivo com a coleta e separação de resíduos (sobras e aparas) descartados por indústrias têxteis da região de Brusque/SC, um dos principais polos brasileiros de produção de malhas. Esta etapa do trabalho é realizada por cooperativas, que entregam à empresa os resíduos separados por cor. A separação é fundamental para a sustentabilidade do processo, pois a pigmentação já existente nas aparas se mantém e dá cor aos novos fios que serão produzidos. A medida também evita o uso de novos produtos químicos para dar cor aos tecidos, e reduz drasticamente o uso de água na produção.
 
Já na tecelagem, que fica em Americana/SP, os resíduos têxteis são transformados em novos tecidos por meio dos processos de moagem e desmanche, limpeza e transformação, fiação e tecimento. Nesta etapa, fios oriundos da reciclagem de PET também são aplicados na produção, junto com os fios de algodão reciclado. “Cada metro de tecido EcoSimple produzido elimina 480 gramas de resíduo têxtil e oito garrafas pet do meio ambiente”, ressalta o Diretor.
 
A EcoSimple atua desde 2004 no desenvolvimento de tecidos de alta qualidade e 100% responsáveis. Através de parcerias com companhias têxteis e comunidade em geral, a EcoSimple transforma resíduos em tecidos inovadores, com apelo à moda e sustentabilidade.
 
Fonte: Revista Fator


Fonte: Revista Fator


Escrito por: , em 19/03/2015


19/03/2015

Tecido ecológico da Ecosimple atrai estilistas


A produção têxtil sustentável da Ecosimple foi parar nos desfiles de Alexandre Herchcovitch na São Paulo Fashion Week
 
Priscila Zuini, de Exame.com
 
 
São Paulo - A EcoSimple, empresa que produz tecidos sustentáveis, firmou uma parceria com o estilista  Alexandre Herchcovitch para fornecer material ecologicamente correto.
"Houve uma simbiose: ele procurava um fornecedor de tecidos sustentáveis com produtos compatíveis às suas criações e a Ecosimple buscava um designer renomado", conta Claudio Rocha, diretor comercial da EcoSimple.
 
A empresa é a fusão de três outras companhias do setor têxtil: uma de fiação, uma de tecelagem e outra comercial. "A EcoSimple foi idealizada para suprir a necessidade do mercado têxtil com uma linha de produtos reciclados", explica. 
 
Além das peças expostas nos desfiles da São Paulo Fashion Week, a empresa firmou uma parceria com Herchcovitch para uma coleção de tecidos desenvolvidos e assinados pelo estilista.
Além disso, fornece matéria-prima para a Gooc, que faz bolsas e acessórios com o tecido 100% sustentável
 
Produção ecológica
A indústria têxtil é uma das vilãs do meio ambiente quando se trata de consumo de água e produção de resíduos que prejudicam a natureza. Rocha explica que os tecidos da empresa são ecologicamente corretos pois dispensam o uso de produtos químicos e água. 
 
"Usamos o descarte e as aparas de outras confecções que iriam para o lixo ou aterros. Esse material é recolhido e enviado para uma cooperativa de famílias carentes, que separa por cor e composição têxtil. Na fábrica, as aparas voltam ao seu estado original e são misturadas a fibras de garrafas PET", conta. 
 
"Estamos com diversos projetos em andamento junto a estilistas, decoradores, arquitetos e grandes corporações do setor de vestuário, calçadista, automobilística, moveleiro e decoração, no Brasil e no exterior", conta Claudio Rocha. A Sierra Móveis e a The Crafts Shoes Factory são algumas das novas parceiras da marca. 
 
Apesar do conceito e das parcerias firmadas até agora, o executivo afirma que ainda é muito difícil convencer o mercado sobre o custo-benefício de um produto desses. "Principalmente pelo fato de ser pioneiro e por não existir uma política de impostos adequada a esse segmento", justifica.


Fonte: Exame.com


Escrito por: Priscila Zuini, em 19/03/2015

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